A COMUNIDADE DA MANHIÇA FOI CRUCIAL PARA O CRESCIMENTO DO CISM


Presentes no Evento Comunitário no âmbito do IIº Simpósio em Saúde Global da FM

Para além de celebrar os 25 anos do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), um dos principais objectivos da realização do II Simpósio em Saúde Global da Fundação Manhiça, foi de destacar a importância do apoio comunitário e/ou social para a realização de pesquisas ou ensaios clínicos, como também, agradecer a comunidade, em particular a todos líderes comunitários e famílias do distrito da Manhiça que aceitam participar dos diferentes estudos.


Graças aos estudos realizados em crianças e famílias da Manhiça, todo o país pode beneficiar de novas ferramentas de prevenção e tratamento contra algumas doenças que mais afectam as crianças e em particular as mulheres grávidas. De acordo com Francisco Saúte, Director Geral do CISM, “a comunidade da Manhiça testemunhou o nascimento, crescimento e acompanhou o nosso processo de aprendizagem e foram pacientes connosco, guiando-nos, e aconselhando-nos sobre como melhor levar as nossas actividades no seio da população, para conseguir os melhores resultados”.

Francisco Saúte, Director Geral do CISM

Para Saúte, “orgulha-nos saber que graças a aceitabilidade de estudos pela comunidade da Manhiça, pudemos expandir as nossas actividades para outras comunidades do país, e que fomos também, capazes que contribuir para adopção de políticas e novas ferramentas para o controlo de doenças, destacando a nossa participação decisiva no desenvolvimento da primeira vacina contra a malária, de facto, a primeira vacina no mundo contra um parasita RTS,S/AS01, recomendada pela OMS, em Outubro de 2021, como ferramenta de controlo da malária em África”.


Por sua vez, Leonardo Simão, Presidente da Fundação Manhiça, sublinhou na sua intervenção que “os resultados até aqui alcançados, que têm contribuído para o aperfeiçoamento de políticas e programas de intervenção do Ministério da Saúde, e que se traduzem pela melhoria do bem-estar da população, revelam o papel que o distrito da Manhiça desempenha na história do CISM”.


Ainda de acordo com o presidente da FM “Este simpósio, é um momento ímpar que marca o encerramento das comemorações dos 25 anos do CISM, assinalado em 2021 com o lema: 25 Anos contribuindo para a pesquisa biomédica em Moçambique: o papel das comunidades. Com este evento, reconhecemos que o trabalho que o Centro desenvolve representa um legado do qual todos somos parte, e deixa-nos com a uma enorme responsabilidade de dar seguimento e continuar a potenciar esta obra que resulta da cooperação bilateral entre os governos de Moçambique e Espanha, através da investigação, formação e assistência sanitária, beneficiando não só à Moçambique e à Espanha, mas também a saúde global.”


O Evento na Comunidade teve lugar a 17 de Junho, e contou com a participação dos membros dos órgãos de governação da Fundação Manhiça, Directores de instituições, trabalhadores do CISM, autoridades distritais, bem como das pessoas que jogaram um papel fundamental para criação e desenvolvimento do Centro, e, evidentemente, com a comunidade da Manhiça.


Para além da cerimónia oficial composta por discursos, testemunhos e momentos culturais, foi organizada também no local uma feira e teve lugar um convívio com a comunidade brindado pela actuação dos músicos Mabermuda e Lourena Nhate.

Foto Família do Presídio do Evento Comunitário

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