AMM IMPLEMENTADO EM CABO DELGADO, EVITA SUBIDA CASOS DE MALÁRIA


Inquiridor do CISM administrando um consetimento Informado

O CISM, que tem como principal missão prover evidencias sobre estratégias que funcionam em relação a prevenção e/ou tratamento de enfermidades tais como a malária, jogou um papel crucial para a implementação programática e monitorização do impacto de uma intervenção de Administração Massiva de Medicamentos (AMM, cuja sigla em inglês é MDA – Must Drug Administration) que decorreu pela primeira vez, em Cabo Delgado, nos distritos de Metuge e Ibo entre Fevereiro e Maio de 2021, e que pôde evitar o aumento das parasitemias na população dos distritos abrangidos.


Neste contexto, o CISM colaborou com o Programa Nacional de Controlo de Malária (PNCM) na implementação de três rondas de AMM contra a malária, usando Dihidroartemisina-Piperaquina, no contexto de emergência humanitária em dois distritos que têm recebido deslocados, com o objetivo de proteger a população contra a malária e aliviar a pressão de doentes nas Unidades Sanitárias que já se encontravam muito sobrecarregadas com a chegada de deslocados.


O CISM é actualmente das poucas organizações que tem experiência técnica na implementação de MDA´s, tal experiência foi obtida no âmbito do projecto Magude (MALTEM). Neste projecto, coube ao CISM dar apoio técnico para contribuir para a redução do peso da malária, especialmente nesta altura em que a população encontra-se desprotegida devido as circunstâncias que tem estado a viver. Mas também, o CISM esteve envolvido na avaliação do impacto, através de dois estudos transversais: o primeiro antes do início da primeira ronda do MDA, em Janeiro de 2021, que permitiu aferir primeiro a proporção de casos de malária nos distritos abrangidos pelo MDA antes das campanhas e, após a conclusão da terceira ronda consecutiva de MDA, em Junho de 2021, para avaliar o impacto da campanha. Devido a questões logísticas, a avaliação da cobertura e prevalência da malária foi efetuada apenas no distrito de Metuge, e estratificada em dois estratos: comunidade e acampamento de deslocados.


Apesar de ainda termos que aguardar o termino da análise de dados respeito ao impacto, que irá determinar o número de casos evitados, Pedro Aide, um dos responsáveis desta avaliação, afirma que “foi possível graças a esta intervenção evitar o pico esperado de transmissão da malária numa época chuvosa de transmissão intensa, sendo que a prevalência era de 10% antes da primeira ronda de AMM e manteve-se a 10% após a terceira ronda de AMM.

11 visualizações0 comentário