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CISM AVALIA ACEITABILIDADE E VIABILIDADE DA INTRODUÇÃO DE INJECÇÕES DE LONGA DURAÇÃO PARA PREVENÇÃO DA MALÁRIA

A iniciativa é coordenada pela Unidade de Estudos de População
A iniciativa é coordenada pela Unidade de Estudos de População

O Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM) irá implementar um novo estudo com o objectivo de avaliar a aceitabilidade e viabilidade de uma estratégia inovadora para a prevenção da malária, baseada em injeções de acção prolongada. A investigação, intitulada “Acceptability and Operational Feasibility of Long-Acting Malaria Prophylaxis in Endemic Districts of Mozambique”, surge como resposta aos desafios persistentes no controlo da doença, que continua a ser uma das principais causas de mortalidade no país.


A malária permanece um dos principais problemas de saúde pública a nível global. De acordo com o Relatório Mundial da Malária 2025 da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que tenham ocorrido cerca de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024, reflectindo um aumento em relação ao ano anterior. A região africana continua a suportar o maior peso da doença, concentrando cerca de 94% dos casos e 95% das mortes, afectando sobretudo crianças menores de cinco anos. Moçambique continua entre os países mais afectados, contribuindo significativamente para o número global de casos e óbitos, com milhões de casos registados anualmente e um impacto considerável sobre o sistema nacional de saúde.

Actualmente, a profilaxia da malária baseia-se maioritariamente na administração regular de comprimidos. No entanto, a adesão a este regime tem sido limitada, com menos de 60% dos utilizadores a completarem o tratamento, muitas vezes devido ao desconforto e aos efeitos secundários. Neste contexto, as injecções de açcão prolongada (LAIs) apresentam-se como uma alternativa promissora, podendo oferecer proteção por até 90 dias com uma única administração.


O estudo, a decorrer entre Abril de 2026 e Dezembro de 2027, tem como principal objectivo gerar evidências sobre a aceitabilidade desta abordagem entre comunidades, profissionais de saúde e decisores políticos, bem como avaliar a capacidade do sistema de saúde para a sua implementação. Serão analisados aspectos como as percepções sociais sobre o uso de injecções para prevenção da malária, os desafios logísticos, as dinâmicas de género e o nível de confiança em novos medicamentos.

A investigação será conduzida nos distritos de Manhiça e Matutuíne, na província de Maputo, envolvendo entre 70 e 94 participantes, incluindo decisores políticos, gestores de programas de saúde, profissionais da linha da frente e membros da comunidade. A recolha de dados será feita através de entrevistas, discussões em grupo e observação directa, seguindo uma abordagem qualitativa.


Para além de explorar a aceitação comunitária, o estudo irá também avaliar requisitos fundamentais do sistema de saúde, tais como a formação de profissionais, a cadeia de abastecimento, a farmacovigilância e os processos regulatórios - elementos considerados cruciais para uma eventual introdução desta tecnologia no país.


Espera-se que os resultados deste estudo contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção da malária, não apenas em Moçambique, mas também em outros países endémicos, reforçando os esforços globais de controlo e eliminação da doença.


O estudo conta com a colaboração da Fundação Fiocruz (Brasil) e financiamento da Queen’s University Belfast (Irlanda do Norte). A coordenação está a cargo do investigador do CISM, Estêvão Mucavele, tendo como Investigador Principal Local Hermínio Cossa, também investigador do CISM e responsável pela Unidade de Estudos de População.

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