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CISM LANÇA INICIATIVA DA MANHIÇA CONTRA A TUBERCULOSE (MTBI)

Atualizado: 29 de mai.


Lançada a dia 21 de Março de 2024, a Iniciativa da Manhiça contra a Tuberculose  (MTBI  do inglês, Manhiça Tuberculosis Initiative) está empenhada no avanço da investigação, reforço das parcerias e no aumento do impacto dos esforços do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM) no domínio da tuberculose através de actividades de comunicação e de sensibilização.

 

Com 14.000 mortes por tuberculose em Moçambique só em 2022, o país ainda está entre os 30 países com as taxas mais elevadas de TB em todo o mundo. “A situação da tuberculose no país é critica, mas comparativamente aos anos anteriores consideramos que estamos num bom caminho, pois, conseguimos melhorar a taxa de detenção e notificação dos pacientes com tuberculose a nível nacional, assim como melhoramos a identificação de pacientes do grupo de risco (os que tem maior probabilidade de adquirir a doença, pessoas com HIV, por exemplo). Garantimos que todos os pacientes que iniciam o tratamento contra a TB terminem com sucesso, isso é um ganho porque permite cortar o ciclo de transmissão da doença a nível das comunidades. Essas abordagens contribuem para redução do peso da doença para o grupo de risco, ajudam também a controlar a sua disseminação e contribuem para a redução da mortalidade, tanto que reduzimos cerca de 64% de morte por tuberculose no períodio entre 2015 e 2022”, destacou Benedita José, responsável pelo Programa Nacional de Controlo da Tuberculose (PNCT).

 

Sobre a contribuição da MTBI no combate a tuberculose, Benedita acredita que a componente forte de comunicação da MTBI vai ajudar a divulgar informação sobre a TB, principalmente em relação a prevenção. “Acredito que será transmitida informação correcta sobre a TB para mitigar o impacto dos mitos sobre a tuberculose a nível das comunidades e esta iniciativa vai permitir que as pessoas com conhecimento dos  sintomas e sinais possam aderir aos serviços de saúde da TB  e serem rapidamente identificadas e tratadas, e dessa forma poderemos reduzir a cadeia de transmissão e consequentemente os casos da doença”, comentou.

 

A MTBI está empenhada em avançar rumo à eliminação da TB através de 4 pilares: investigação interdisciplinar; envolvimento com o Programa Nacional de Controlo da Tuberculose de Moçambique;  parcerias estáveis; e comunicação, disseminação e advocacia.

 

Lançada oficialmente na Manhiça, o evento foi marcado por uma mesa redonda moderada pelo Dr. Pedro Aide, Director Científico do CISM, com o tema “A investigação da Tuberculose em Moçambique, desafios e papel da sociedade”, onde a Dra. Benedita José, Responsável do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose (PNCT), o Dr. Celso Khosa, Director do Centro de Investigação e Treino em Saúde da Polana Caniço (CISPOC), o Sr. Clésio Mandlate, Responsável Distrital do PNCT e o Prof. Emílio Valverde, da Aurum Institute (consórcio internacional que trabalha no projecto que visa priorizar o tratamento preventivo de curta duração para TB) forneceram suas ideias sobre o tema.

 

Entre diversos pontos discutidos em plenárias, destacam-se os desafios enfrentados pelas unidades sanitárias na identificação dos casos da tuberculose, novas ferramentas de diagnósticos e tratamento, o papel da investigação científica e o poder das parcerias no combate à doença, tendo os participantes respondido activamente ao debate, questionando sobre aspectos relacionados ao circuito de comunicação e disseminação da informação nas comunidades, onde foi enfatizada a questão da partilha de utensílios domésticos, por exemplo, que continua ainda distorcido para a maioria.

 

Contudo, Alberto García-Basteiro, coordenador da área de TB e HIV do CISM, professor associado do ISGlobal e líder do MTBI proferiu que “a Manhiça TB Initiative é uma iniciativa institucional que pretende dar uma resposta mais integral aos desafios em pesquisa em tuberculose, engajando parceiros académicos, o SNS e outros actores relevantes na luta contra a TB. Queremos que a MTBI contribua a conscientizar sobre o problema da TB em Moçambique e no mundo e fazer chegar os resultados de pesquisa a todos os sectores da sociedade através de várias actividades, estratégias e canais de comunicação”.









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