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ESTUDO RECOMENDA QUE SE DEVE MELHORAR A IDENTIFICAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS


Imagem da internet
A resistência aos antibióticos é uma das 10 principais ameaças à saúde global

A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas deixam de responder aos agentes antimicrobianos. Como resultado da resistência antimicrobiana, os medicamentos, incluindo antibióticos e outros agentes antimicrobianos, tornam-se ineficazes e as infecções difíceis ou impossíveis de tratar, aumentando o risco de propagação de doenças que podem levar à morte. Em consequência, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a resistência aos antibióticos é uma das 10 principais ameaças à saúde global, contribuindo para quase 5 milhões de mortes anuais.


O uso indevido e excessivo dos antibióticos é o principal factor de desenvolvimento de agentes patogénicos resistentes a medicamentos, especialmente em países de baixa e média renda, onde na maioria das vezes, os antibióticos são facilmente obtidos e usados sem receita médica. Neste contexto, de modo a compreender o acesso e as prácticas de uso dos antibióticos pelas comunidades moçambicanas, o CISM no âmbito do projecto ABACUS (AntiBiotic ACcess and USe), desenvolveu estudos socio-comportamentais, que visavam produzir evidências científicas orientadoras de abordagens mais eficazes na promoção do uso responsável dos medicamentos, pelas comunidades.

Há necessidade urgente de acções...

Os resultados dos estudos implementados desde 2017, nas comunidades rurais de seis países (três africanos: África do Sul, Gana e Moçambique; e três asiáticos: Tailândia, Vietname e Bangladesh), apontaram que, o aumento no consumo de antibióticos clama pela necessidade urgente de acções. Além disso, evidenciaram que, a falta de sistemas de identificação amigáveis para os pacientes em relação às classes de medicamentos é uma preocupação significativa. “Daí que propomos o uso de ferramentas ligadas a aparência física para melhorar a identificação de antibióticos orais, diferenciando-os de outros medicamentos comuns” destaca Helena Boene, uma das pesquisadoras do estudo em Moçambique, da área de Estudos de População do CISM.

Incluir a todos...

Por outro lado, “recomendamos a elaboração de materiais educativos e informativos destinados às comunidades, aos dispensadores de medicamentos e profissionais de saúde com objectivo de disseminar informações sobre o uso responsável de antibióticos e esclarecer as diferenças entre os antibióticos, os analgésicos e outros medicamentos frequentemente usados. Isso inclui também a colaboração com agências e entidades reguladoras de medicamentos nacionais e regionais para promover a introdução de um sistema de rotulagem que facilite a identificação dos antibióticos” acrescenta.

No estudo, a equipa adoptou uma abordagem qualitativa para explorar todas as formas de melhorar a identificação de antibióticos, abrangendo tanto os membros da comunidade, fornecedores de medicamentos, como também a especialistas, que reconheceram que “a capacidade de distinguir os antibióticos de outros medicamentos frequentemente vendidos, é um importante objectivo de saúde pública.”


O ABACUS, conta com o financiamento da Wellcome Trust, é implementado em parceira da com a Oxford University Clinical Research Unit (Hanoi, Vietnam), Kintambo INDEPTH Health Research Centre (Kintambo, Ghana), Institute for Population and Social Research, Mahidol University, (Bangkok, Tailandia), ICDDR, B (Dhakha, Bangladesh), Radboudumc University Medical Centre, Agincourt Medical Research Council/WITS University (Johannesburg, África do Sul), sendo que em Moçambique é liderado por Khátia Munguambe e a Esperança Sevene, investigadora Principal e Co-Investigadora do estudo, respectivamente.

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