FUNDAÇÃO MANHIÇA REALIZA IIº SIMPÓSIO EM SAÚDE GLOBAL


O Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), entidade gerida pela Fundação Manhiça e que conta com o apoio do governo de Moçambique e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), assinalou em 2021 os 25 anos da sua criação, cujas celebrações iniciaram no mesmo ano e o término nos dias 16 e 17 de Junho do ano corrente, com a realização o IIº Simpósio em Saúde Global.


O Simpósio, esteve subordinado ao lema: 25 anos contribuindo para a pesquisa biomédica em Moçambique e serviu para, por um lado, apresentar os resultados de grande impacto na comunidade, e por outro, o papel da comunidade para o CISM. O mesmo, foi subdividido em 2 eventos, um Evento Científico onde realizou-se a partilha dos principais resultados de pesquisas levadas a cabo pelo CISM e seu impacto, que teve lugar no dia 16 de Junho, no formato híbrido, sendo presencialmente no Glória Hotel em Maputo. O outro evento, foi da Comunidade, cujo propósito era destacar o papel que esta jogou ao longo dos 25 anos, e teve lugar no dia 17 de Junho, na Localidade de Matchiana – Posto Administrativo 3 de Fevereiro (Distrito de Manhiça).


O Evento Científico reuniu directores de Centro de Pesquisa e/ou seus representantes, parceiros internacionais chave, cientistas, autoridades, sector privado, a academia e a sociedade civil. O Evento na Comunidade contou com a participação dos membros dos órgãos de governação da Fundação Manhiça, Directores, trabalhadores do Centro, autoridades distritais, bem como de pessoas que jogaram um papel fundamental para criação e desenvolvimento do Centro e evidentemente com a comunidade da Manhiça.


De acordo com o Director Geral do CISM, Francisco Saúte, foram também objectivos deste Simpósio “ressaltar que a pesquisa e a ciência são ferramentas indispensáveis para a saúde e desenvolvimento em África e que devemos continuar a investir em Centros de Pesquisa de Excelência Africanos capazes de gerir evidência necessária para a elaboração de políticas de Saúde Pública, destacar o compromisso do Governo Moçambicano e em particular do governo local na batalha contra as doenças que mais matam no país, a importância do apoio comunitário e/ou social para a realização de pesquisas ou ensaios clínicos, e acima de tudo, agradecer a comunidade em particular a todas aquelas famílias do distrito da Manhiça que acedem a participar nos diferentes estudos e ensaios clínicos.”

Líderes Comunitários do Distrito da Manhiça, presentes no Evento Comunitário

A comunidade da Manhiça, especificamente as crianças, homens e mulheres, foram cruciais para a evolução do CISM, pois graças a sua participação e colaboração em diferentes estudos desde a criação do Centro, o país e o mundo pôde beneficiar de novas ferramentas de prevenção e tratamento contra algumas das doenças que mais afectam as crianças em particular as mulheres grávidas, como por exemplo a vacina contra o Haemophilus influenzae b (Hib), a introdução da vacina de pneumococos, a vacina contra o rotavírus, o Tratamento Intermitente Preventivo para os recém-nascidos e mulheres grávidas), a vacina contra a malária etc. Sem a colaboração da comunidade da Manhiça, nenhum financiamento, e ou projecto teria sido implementado, e consequentemente nenhum resultado teria sido alcançado.


Desde a sua criação, o CISM desenvolveu-se seguindo a orientação de um Programa de Cooperação Bilateral entre os Governos de Moçambique e de Espanha, resultante do Convénio Básico de Cooperação Científica e Técnica assinado em Dezembro de 1980, que serviu de base jurídica geral para as relações bilaterais de cooperação, assim como para diversos acordos complementares nos âmbitos sanitário, formação profissional, entre outros.


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