FORMADOS COLABORADORES DO CHAMPS EM MATÉRIA DE BIOSSEGURANÇA


A formação contou com a participação de 12 profissionais do projecto.

Teve lugar a 10 de Março de 2022, uma formação de curta duração, orientada por Anélsio Cossa, Coordenador de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho (HSST), que reuniu 12 profissionais da área clínica do projecto CHAMPS para aprimorar os seus conhecimentos em matéria de biossegurança, cujo maior propósito é prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às actividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente durante o exercício das suas funções.


Apesar de muitos profissionais considerarem a biossegurança como normas que dificultam a execução do seu trabalho, estas normas previnem, controlam, reduzem e/ou eliminam riscos inerentes às actividades, garantindo assim a saúde do trabalhador e do restante da população. E, o não cumprimento das normas básicas de biossegurança no nosso âmbito de actuação, pode acarretar problemas como transmissão de doenças, e até a perda de vida.


O coordenador da área de HSST, disse que possuir conhecimentos teórico-práticos desta temática é extremamente importante, principalmente para os profissionais de saúde, grupo ao qual os colaboradores do CISM fazem parte.


Anélsio Cossa espera que com as sessões de capacitação em Biossegurança, os colaboradores passem a ter a cultura de prevenção e proactividade como rotina, pois a Biossegurança assenta o seu princípio basilar na análise, verificação e valoração prévia, de riscos associados a realização de qualquer actividade, e ao estabelecimento de medidas de controlo e/ou mitigação.


Ainda de acordo com o Coordenador de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho, o maior desafio é garantir que os princípios e regras passem a ser do domínio de todos os colaboradores do CISM, de forma a criar um efeito multiplicador e, com isso, potenciar não só o cumprimento integral das normas e procedimentos regidos pela Biossegurança, mas também a discussão de aspectos que devem ser melhorados a nível interno neste âmbito.


Participando pela primeira vez em uma formação deste género, Carlos Luis Cunhane, Enfermeiro e Técnico do MITS (amostras minimamente invasivas de tecidos) do Programa CHAMPS, realça que o mais importante para ele, foi ter aprendido a diferença entre risco e perigo, na medida em que perigo é tudo o que pode produzir um dano num processo ou deterioração e risco é a possibilidade de um evento acontecer, ou seja, de alguém/algo sofrer danos provocados pelo perigo.


“Foi uma formação marcante para minha carreira, pois, pude também entender melhor sobre a sinalização de emergência, sinal de proibição e de evacuação, acho que vai mudar muito a minha forma de trabalho daqui em diante”, disse Cunhane, acrescentando que a formação devia se estender para mais colaboradores do CISM e parceiros porque ajudaria a ter um local de trabalho mais organizado e, consequentemente, a melhorar o desempenho dos profissionais da área de saúde.


Para Eugênia Bilana, consentidora do Programa CHAMPS, a capacitação vai ajudar a revitalizar o trabalho que tem feito nos últimos cinco anos. Segundo a consetidora, há muitos comportamentos que vão mudar daqui para frente, porque conhece melhor certos procedimentos, principalmente em relação a assinatura do consentimento, pois, “os estudos têm diferentes abordagens e é preciso analisar caso a caso”, disse Eugênia.


Os participantes foram unânimes em relação a falta de atenção na gestão e tratamento de resíduos, sendo que foi apontada por eles como um dos maiores desafios da área clínica por estar aliado a deficiência de material para a separação do lixo, o que faz com que os resíduos sólidos sejam acumulados todos num único depósito, não observando, deste modo, o protocolo do lixo municipal (aquele que não teve potencialmente nenhum contacto com amostras clínicas ou qualquer substância infecciosa) e o lixo incinerado (aquele que teve contacto com amostras clínicas ou qualquer substância infecciosa).

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