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GRAÇA MACHEL INSTA AO MINEDH A CRIAR UM MOVIMENTO QUE PROMOVA A PARTICIPAÇÃO DA MULHER NA CIÊNCIA


O Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), promoveu a 10 de Fevereiro corrente, um webinar subordinado ao tema, Mulheres e Raparigas na Ciência: Desafios e Oportunidades (gravação disponível aqui). Este evento foi alusivo ao dia internacional das mulheres e raparigas na ciência, celebrado anualmente a 11 de Fevereiro. O evento organizado em a colaboração com a Embaixada da Espanha em Moçambique e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), contou com a participação da Activista Social, Graça Machel, que na oportunidade destacou a necessidade que a promoção da igualdade de género dentro da instituição não pode depender do tipo de líder dessa instituição, mas que deve haver um comando claro sobre o qual as instituições reportam como promovem a participação da mulher e das raparigas na ciência.

Parece-me que falta um comando forte que obrigue as escolas secundárias, a criar medidas que reconfortem e atraiam as meninas a seguir disciplinas como matemática, biologia, física ou química, para que no futuro possam optar também com maior facilidade pelas áreas tecnológicas.

Segundo a activista social, “esta data, é uma oportunidade para que as diferentes instituições académicas, de pesquisa, ou outras, façam uma pausa para refletir sobre em que medida a igualdade de género está intimamente embrenhada nas políticas de ciência e tecnologia. O que já pude constatar, é que o nosso país tem políticas e documentos orientadores para a promoção deste grupo na ciência, e a partir da base temos algumas evidências dessas políticas seja a nível técnico, profissional ou superior, o que denota que no nosso caso não é a falta de políticas, mas sim, a ausência de esforços de todas instituições que têm por obrigação implementar essas políticas. Isto é, parece-me que falta um comando forte que obrigue as escolas secundárias, a criar medidas que reconfortem e atraiam as meninas a seguir disciplinas como matemática, biologia, física ou química, para que no futuro possam optar também com maior facilidade pelas áreas tecnológicas.”

Ter notas positivas não pode ser a única métrica do cumprimento da obrigação de uma instituição de ensino, a igualdade de género poderia ser uma questão central

No seu entender, deveria haver maior esforços que obriguem por exemplo os professores das escolas secundárias, a garantir que as raparigas estão a ter a devida atenção e encorajamento, para gostarem e seguir as ciências. “Ter notas positivas não pode ser a única métrica do cumprimento da obrigação de uma instituição de ensino, a igualdade de género poderia ser uma questão central para ver como essa determinada instituição de ensino cumpre com as suas tarefas para a sociedade, promovendo a justiça social”, considerou.


A activista social, recordou que no passado havia um movimento que promovia jornadas científicas a escala nacional que era organizado por professores de ciências básicas, na qual participavam muitos alunos, com destaque para raparigas. Segundo ela, “este movimento, encorajou a muitas meninas sentirem que de facto, deviam participar nas jornadas científicas e a ocuparem áreas de relevo, por isso que, eu encorajo ao Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano, a retomar estas jornadas, pois, tudo começa por ali, da base! Enquanto não se investir na base, no ensino de nível médio e técnico, os institutos superiores e os centros de pesquisa como o CISM, continuarão a colher apenas às sobreviventes, que por esforço próprio foram lutando contra todas adversidades e conseguiram se licenciar, fazer o mestrado e/ou o doutoramento. Hoje, temos o exemplo da área da saúde, que anualmente tem realizado jornadas científicas, falta-nos replicar para outros sectores”, adicionou.


A activista e defensora dos direitos das mulheres e crianças, Graça Machel, é presidente da FDC, Membro do Conselho de Administração da Fundação Manhiça, entidade gestora do CISM, fundadora do Instituto para o Desenvolvimento da Criança- Zizile, fundadora da Graça Machel Trust e membro do Grupo de Defensores Mundiais dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

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