UMA AMPLA VARIEDADE GENÉTICA DE PARASITAS PODE ESTAR EM CIRCULAÇÃO NO SUL DO PAÍS


Foto: Cortesia do Instituto Nacional Saúde

Uma pesquisa realizada com o objectivo de medir a intensidade da transmissão da malária e rastrear o movimento do parasita causador da malária no sul de Moçambique, usando seus dados genómicos, sugere a existência de uma ampla variedade genética de parasitas circulantes nesta região, correspondentes ao actual padrão de transmissão moderada à baixa.


O estudo indica que a incidência de casos de malária, nas áreas de baixa intensidade de transmissão, continua a ser impulsionada por parasitas originários das áreas de alta transmissão. A pesquisa foi realizada nas três províncias da região Sul do país e incluiu pacientes do sexo masculino e feminino com malária não complicada. Em relação às amostras e análises, foram colhidas quatro gotas de sangue (20-50 microlitros) em papel de filtro para PCR e genotipagem.


O investigador do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça e primeiro autor do estudo, Pedro Aide, realçou que a pesquisa identificou uma conexão entre os focos de transmissão em áreas em pré-eliminação da malária dos países vizinhos, eSwatini e República da África do Sul com os focos de alta transmissão de Moçambique, nomeadamente províncias de Gaza e Inhambane.


“Os dados deste estudo apresentam informações precisas sobre a transmissão da malária, necessárias para determinar a estratégia de eliminação desta doença, monitorar o progresso em direcção a zero, verificar, e manter o status de eliminação”, disse.


O estudo foi apresentado recentemente, na cidade de Xai-Xai, no âmbito da realização do Dia Aberto de Pesquisa da Província de Gaza, evento organizado pela Direcção Provincial de Saúde e pelo Serviço Provincial de Saúde, por intermédio do Núcleo Provincial de Pesquisa, em coordenação com o Instituto Nacional da Saúde, Elisabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation e The Aurum Institute.


O evento foi realizado com o objectivo de divulgar resultados de pesquisas realizadas a nível daquele ponto do país e partilhar experiências entre diferentes instituições que realizam e gerem pesquisas.


Foto e artigo, cortesia do Instituto Nacional de Saúde

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