CISM PREMIADO NA ESPANHA


O Centro de Interpretación del Paludismo uma organização espanhola localizada em Losar de La Vera, um município espanhol, na província de Cáceres, comunidade autónoma da Estremadura, atribuiu hoje, 17 de Maio, o prémio “Centro de Interpretación del Paludismo, IV edição” ao Centro de Investigação em Saúde de Manhiça pelo seu trabalho incessante em doenças infeciosas que afectam a população especificamente a malária, na qual o CISM desempenhou um papel importante no desenvolvimento clínico da primeira vacina contra a doença, recentemente recomendada pela Organização Mundial da Saúde.


O evento decorre no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Malária, assinaladas a 25 de abril e na ocasião, o Director Geral do CISM, Francisco Saúte, afirmou que “é uma honra para o CISM receber este reconhecimento, um orgulho, pois as evidências científicas produzidas na Manhiça, ou em outros locais em que implementamos as nossas actividades em parcerias com instituições e comunidades locais, têm contribuído para a adopção de novas estratégias ou ferramentas para responder a alguns dos desafios de saúde pública enfrentados pelo país”.


Dr. Francisco Saúte segurando o prémio

Saúte disse também que, “falar do CISM é em grande medida falar da minha trajectória académica e profissional e tem sido um agrado ver o crescimento do Centro que é um caso de sucesso da cooperação entre os Governos de Moçambique e da Espanha através do acordo de cooperação técnico-científico entre os dois países, que permitiu criar o Centro. É nossa visão para os próximos anos que o CISM continue a contribuir para a formação de líderes científicos, não somente para a sustentabilidade do Centro, como para o país e o Mundo” acrescentou o Director Geral, que no mesmo evento proferiu uma palestra subordinada ao tema: CISM e sua contribuição em políticas de saúde públicas, criando líderes científicos.


Por outro lado, Pedro Alonso, co-fundador do CISM, e um dos oradores do evento, com uma apresentação intitulada Progressos e desafios na luta contra a malária, disse que “é emocionante e gratificante ver como, 25 anos após a sua criação, o CISM, tornou-se uma realidade e cresceu. Isto significa que conseguimos alcançar os objectivos que nos propusemos em alcançar, que era estabelecer um centro de investigação numa zona rural do país que concentrasse três pilares importantes e complementares nomeadamente (1) a geração de conhecimento através da investigação dos problemas de saúde prioritários para as populações, (2) fortalecimento do capital humano através de formação técnica de investigadores do país, e, (3) assistência sanitária as comunidades do distrito de Manhiça.


Este prémio, é entregue anualmente pelo Centro de Interpretación del Paludismo com principal propósito de homenagear personalidades e instituições que diariamente envidam esforços na busca de soluções contra doenças. Esta é a IV edição é que a organização entrega o prémio, tendo iniciado em 2019, onde foram premiados vários investigadores com o destaque para o Dr. Quique Bassat e o Dr. Alfredo Mayor. Esta ano, é a primeira vez que o prémio é entregue a uma instituição, um facto que coincide com a celebração dos 25 anos do CISM.