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GENMOZ CONTRIBUI PARA MONITORAR RESISTÊNCIA DE ANTIMALÁRICOS


Parte da equipa do estudo GENMOZ

O GENMOZ um projecto implementado em Moçambique pelo Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM), em colaboração com o Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM), a Malaria Consortium, o Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), a Universidade da Califórnia e o Institute for Disease Modeling, sob o financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates (BMGF), está a contribuir para o estudo sobre a resistência dos antimaláricos no país. De acordo com a técnica do PNCM, Bernadete Rafael, dados recentes do estudo indicam que os actuais fármacos em uso, baseados nas artemisininas, continuam sendo eficazes, embora note-se alta prevalência de marcadores moleculares de resistência ao Fansidar (Sulfadoxine and Pyrimethamine), para o tratamento preventivo de mulheres grávidas e crianças, ainda não constitui preocupação para o Sistema Nacional de Saúde.

O GENMOZ contribui também na monitoria da eficácia dos testes rápidos da malária

“Para além disso, o GENMOZ contribui também na monitoria da eficácia dos testes rápidos da malária para ver se há ou não uma alteração do gene da malária, o que pode implicar a mudança do tipo de teste rápido em Moçambique, assim como para acompanhar a dinâmica dos casos da malária em mulheres grávidas, por via de postos sentinela, estabelecidos pelo projecto nas comunidades”, enfatizou a técnica do PNCM.

Só no CISM por exemplo, este projecto está a contribuir para a formação 5 jovens investigadores

Para além disso, de acordo com o Director Científico do CISM, Pedro Aide, o GENMOZ é uma boa plataforma para avaliar os impactos das diversas intervenções do PNCM na luta contra a malária, como também para o treino e formação de investigadores sejam do CISM, do PNCM, ou de outros países. “Só no CISM por exemplo, este projecto está a contribuir para a formação 5 jovens investigadores, e contribuiu para o fortalecimento dos nossos laboratórios na realização de vigilância genómica, incluindo a instalação de sequenciadores de última geração para o prognóstico de genes” acrescentou.


De acordo com a oficial de programas da instituição, Estee Torok, “a combinação de alta tecnologia, advocada pelo GENMOZ na luta contra a malária, foi crucial para despertar o interesse da BMGF que se predispôs a financiar o projecto. Isto porque a malária é uma preocupação de saúde pública não só para Moçambique, como também, para outros países africanos, e estamos interessados em ver se a vigilância molecular da malária que o projecto estabelece, pode melhorar os actuais métodos de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença”. Estee Torok acrescentou que “seria interessante que o projecto continuasse por mais anos, pois está a demonstrar relevância para na luta contra a malária em Moçambique.”

Kiba Comiche gestora do do projecto, segurando o protocolo de técnicas laboratoriais, oferecido pelo Wellcome Sanger Institute

Por sua vez, Sónia Gonçalves, pesquisadora da Wellcome Sanger Institute considera que “este projecto é pioneiro, pois, está a demonstrar que é possível, integrar a vigilância genómica da malária no sistema nacional de saúde, e estão de parabéns o CISM, o PNCM e seus parceiros que estão a demonstrar a eficácia desta estratégia e impõe-se o desafio de mantê-la por longos anos”.


Os interlocutores, falavam durante a reunião anual do projecto, que decorreu de 30 de maio a 1 de Junho corrente, na cidade de Maputo. Um evento que, de acordo com o Investigador Principal, Alfredo Mayor, serviu para apresentar resultados preliminares e desafios do projecto.

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