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“EM 2023 CONSEGUIMOS ATRAIR PROJECTOS INOVADORES” DESTACA O DIRECTOR DO CISM

Atualizado: 17 de jan.

Numa entrevista publicada a 08 de Janeiro corrente, no Jornal Notícias, o Director Geral do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), Francisco Saúte, faz balanço positivo do desempenho do CISM durante o ano de 2023. Saúte, enfatizou que apesar dos desafios enfrentados durante o ano em referência, se olharmos para a quantidade de projectos activos, sua distribuição geográfica e resultados obtidos, sobretudo, no contexto da inovação, há motivos suficientes para a satisfação institucional.

 

“Foram mais de 60 projectos para uma equipa pequena com poucos profissionais capacitados para assumirem responsabilidade científica e de formação de outros colegas, e isto em si já é um desafio” comentou o Director. Ainda segundo Saúte, em 2023, houve um conjunto de iniciativas e pesquisas que deram resultados extraordinários, com destaque para a introdução da vigilância Genómica cujos resultados mostram que o medicamento até agora usado para o tratamento da malária em Moçambique, continua eficaz, facto que permitiu informar ao Ministério da Saúde que de momento não há necessidade de troca da linha da linha de tratamento contra a malária como aconteceu no passado e ainda acontece em alguns países africanos.


Por outro lado, Saúte considera também, que no mesmo ano, o CISM conseguiu atrair projectos bastante inovadores, com o destaque para o ensaio de duas novas vacinas contra tuberculose. “Sendo que uma delas vai usar tecnologia baseada em mRNA, que é uma técnica totalmente nova desenvolvida pela BioNTech para a vacina da Pfizer contra a COVID-19. Esta tecnologia configura-se na nova forma de pensar em vacinas, e pretendemos recorrer a ela para a produção de outras vacinas contra outras doenças, incluindo a malária e a tuberculose.

O surgimento de concorrentes impulsiona a nossa pesquisa

Por outro lado, o Director do CISM, defendeu que o surgimento de novos concorrentes no âmbito da pesquisa tanto a nível nacional como internacional, “é bom porque obriga-nos a aprimorar a qualidade desajavel para o crescimento do CISM. É como no mundo de negócios, se houver concorrência saudável, quem ganha é a sociedade, no geral. E é graças a concorrência que a cada ano somos melhores que no anterior”.

 

Por tanto, o foco do CISM para 2024 segundo o director, será manter o rigor e qualidade para continuar na linha da frente na pesquisa, “para tal, estamos a fazer investimentos em termos de infraestruturas para alcançar esses objectivos, cientes de que o contexto actual é diferente de há 30 anos quando eramos praticamente os únicos a fazer pesquisa, hoje por exemplo, já existem núcleos provinciais de pesquisa no país”.

 

Por tanto, o foco do CISM para 2024 segundo o director, será manter o rigor e qualidade para continuar na linha da frente na pesquisa, “para tal, estamos a fazer investimentos em termos de infraestruturas para alcançar esses objectivos, cientes de que o contexto actual é diferente de há 30 anos quando eramos praticamente os únicos a fazer pesquisa, hoje por exemplo, já existem núcleos provinciais de pesquisa no país”.


Outro desafio assumido por Saúte, está relacionado ao aumento da apetência dos jovens pelo CISM e sua pesquisa, pois segundo ele, estamos numa sociedade na qual as posses são mais valorizadas que o conhecimento. “E neste cenário, as pessoas que sobressaem são aquelas que têm mais posses, o que não é um bom incentivo para os jovens que acabam optando por formas rápidas para a resolução dos seus problemas do dia a dia, por causa da pressão social em que se encontram. E isto é desafiador, porém, cabe a nós gradualmente melhorar este quadro, fazendo e mostrando um trabalho que orgulhe os nossos colaboradores, tornando num incentivo para os jovens”.


A entrevista do Director Saúte, encontra-se no primeiro plano da 32ª edição do Jornal Notícias, sob a autoria de Anabela Massingue.

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