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CISM prepara primeiro Fórum de Comunicação em Saúde

há 2 horas
3 min de leitura
O evento terá lugar nos finais de mês de novembro.
O evento terá lugar nos finais de mês de novembro.

O Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM) está a preparar a primeira edição do Fórum de Comunicação em Saúde (FCS), uma iniciativa que pretende colocar a comunicação e a informação baseada em evidências no centro das discussões sobre saúde em Moçambique.


Previsto para finais de novembro, o Fórum deverá reunir instituições de saúde, profissionais de comunicação e jornalistas, investigadores, decisores, organizações da sociedade civil, parceiros de desenvolvimento, academia e sector privado, num espaço de partilha de experiências, reflexão sobre desafios e identificação de soluções para uma comunicação em saúde mais eficaz, acessível e orientada para as necessidades das pessoas.


Mais do que um espaço de debate, o FCS pretende afirmar-se como uma plataforma de diálogo, aprendizagem, colaboração e construção de parcerias, reconhecendo que a promoção da saúde depende não apenas da disponibilidade de serviços e tecnologias, mas também da capacidade de comunicar informação de forma clara, oportuna, credível e adequada aos diferentes contextos sociais e culturais.


Num país caracterizado por uma ampla diversidade linguística, cultural e socioeconómica, uma comunicação eficaz assume particular relevância para aproximar as políticas e os serviços de saúde das populações, promover a literacia em saúde, fortalecer a confiança nas instituições e incentivar uma maior participação das comunidades.


O Fórum pretende, por isso, promover uma reflexão pragmática sobre como tornar a comunicação em saúde mais estratégica, coordenada e eficaz. Entre as questões que deverão orientar as discussões destacam-se: como aproximar as políticas de saúde das comunidades? Como melhorar a comunicação dentro das instituições? Como fortalecer o envolvimento de diferentes actores? E como tirar melhor partido das novas ferramentas e plataformas para alcançar públicos cada vez mais diversos?


Segundo a Responsável da Unidade de Relações Inter-Institucionais, Advocacia e Comunicação do CISM, Sónia Mocumbi, o Fórum representa uma oportunidade para repensar o papel da comunicação no sector da saúde. “Queremos que o Fórum seja um espaço onde não apenas se fale sobre os desafios da comunicação em saúde, mas onde diferentes actores possam partilhar experiências, identificar soluções e estabelecer parcerias que contribuam para uma comunicação mais estratégica e com maior impacto na vida das pessoas.”


O FCS deverá abordar quatro temáticas: Comunicação e acesso às políticas de saúde; Engajamento e financiamento; Comunicação intra-hospitalar; e Comunicação para o desenvolvimento. A intenção é que as sessões partam de experiências concretas, permitindo identificar boas práticas, desafios comuns e soluções que possam ser adaptadas e aplicadas em diferentes contextos.


Um Fórum aberto a parcerias

A realização da primeira edição do FCS representa também uma oportunidade para o CISM aproximar instituições e promover novas alianças em torno da comunicação em saúde. Neste sentido, o Fórum está aberto à participação de organizações interessadas em contribuir para a sua realização, através de diferentes modalidades, incluindo co-organização e parceria estratégica, patrocínio e apoio institucional.


“Acreditamos que nenhum actor consegue responder sozinho aos desafios da comunicação em saúde. Queremos construir este Fórum com os nossos parceiros, criando pontes entre a investigação, as instituições de saúde, os comunicadores, os decisores e as comunidades”, acrescenta Sónia Mocumbi.


Uma das principais expectativas do CISM é que o Fórum, não termine com o encerramento da última sessão. Pretende-se que os contactos estabelecidos, as experiências partilhadas e ideias geradas ao longo do encontro possam traduzir-se em novas colaborações, iniciativas e soluções concretas, incluindo parcerias multilaterais que contribuam para fortalecer o ecossistema da comunicação em saúde e ampliar o acesso das populações a informação de saúde credível e de qualidade.

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