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INS E CISM DISCUTEM ACESSO E USO DE DADOS DO CHAMPS

Atualizado: 18 de set. de 2023


A reunião teve lugar na cidade de Maputo, a 10 de Abril de 2023

Teve lugar, em Maputo, no passado 10 de Abril, a reunião conjunta entre o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM) e o Instituto Nacional de Saúde (INS) para discussão e harmonização do plano de acção referente a produção e gestão de dados produzidos no âmbito do programa CHAMPS (Child Health and Mortality Prevention Surveillance) no site de Moçambique com vista a influenciar políticas públicas.


O programa CHAMPS tem como objectivo, monitorar e registar os eventos vitais (gravidezes, nascimentos e mortes em menores de cinco anos), de modo a produzir estatísticas anuais fidedignas. O mesmo, é coordenado pela Universidade Emory e financiado pela Fundação Gates.


As duas instituições procederam com a revisão das actividades geradas pelo CHAMPS nos distritos da Manhiça e Quelimane, tendo em conta a partilha de informação a vários níveis de implementação (família, comunitário, distrital, provincial, nacional e internacional) e a utilização de dados de mortalidade produzidos pelo DeCoDe Painel (uma Plataforma que discute casos clínicos para determinar as causas de morte) para informar acções específicas e mudar o cenário de mortalidade infantil no país, sendo concluindo que todo o processo de gestão de dados deve ser regulado por um memorando de partilha de dados.


No encontro, foi também apresentada a nova abordagem da componente de data-to-action denominada Impact & Engagement (Impacto e Engajamento) que visa ressaltar a importância do uso de dados do CHAMPS para acções específicas de saúde pública com impacto directo na vida das comunidades onde o CHAMPS está sendo implementado. Nesta apresentação discutiu-se sobre a necessidade de disseminar e promover o uso de dados da vigilância para influenciar a prática e a política, de forma a fortalecer o data-to-action através da colaboração com as comunidades locais e parceiros, para implementar intervenções e ajudar a reduzir a morbidade e mortalidade materna e infantil.


Para Ivalda Macicame, Directora de Inquéritos e Observação de Saúde do INS, em Moçambique persiste ainda um grande problema de partilha de dados de pesquisa dentro do país, embora haja progressos, como por exemplo, desde 2017 os dados do COMSA estão a ser usados para alimentar a Plataforma de Mortalidade do Observatório Nacional de Saúde (ONS), assim como os dados sobre a mortalidade infantil gerados pelo CHAMPS estão a ser usados para o relatório produzidos pela plataforma de mortalidade. Por isso, segundo Ivalda, a partilha de dados deve ser contínuo para informar as políticas de saúde pública a nível nacional.


“O importante é identificar os possíveis data-to-Action ou simplesmente dados para acção, onde se vai desenhar propostas e definir os formatos de comunicação e productos de acordo com os níveis dos grupos-alvo existentes (familiar, comunitário, distrital, provincial, etc.). E para cada grupo discutir detalhes sobre os mecanismos e formatos dos produtos a serem dissimilados”, disse a Directora de Inquéritos e Observação de Saúde.

Para Inácio Mandomando, os dados devem ser publicos
Deve se dar espaço a outras instituições de pesquisa que têm interesse em explorar determinados dados, para que assim o possam.

Segundo Inácio Mandomando, investigador principal do programa CHAMPS no site de Moçambique, no processo de partilha de dados, deve se dar espaço a outras instituições de pesquisa que têm interesse em explorar determinados dados, para que assim o possam. Os implementadores do CHAMPS devem mostrar abertura e deixar claro que há possibilidade de acederem aos dados e partilhar igualmente os mecanismos legais para tal. "Em caso de doenças raras, por exemplo, deve existir um documento claro sobre quem deve ser informado primeiro e como, para evitar que as notícias saiam do país sem o conhecimento do Ministério da Saúde, por exemplo. Por isso, Mandomando reitera a necessidade de existência de uma estratégia de comunicação do programa CHAMPS que vai regular a gestão e partilha dos dados gerados pelo estudo.

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