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MEMBROS DO SINDOFO DOTADOS DE FERRAMENTAS PARA A ELABORAÇÃO DE PROPOSTAS DE FINANCIAMENTO E MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO

O treinamento teve lugar na cidade de Maputo
O treinamento teve lugar na cidade de Maputo

Maputo acolheu, entre os dias 24 e 28 de Novembro, os cursos de Elaboração de Propostas de Financiamento e Métodos de Investigação, dirigidos a membros do Consórcio SINDOFO, com o objectivo de reforçar competências práticas na elaboração de propostas de investigação competitivas, na identificação de oportunidades de financiamento e na aplicação de metodologias de investigação rigorosas, alinhadas com as prioridades institucionais e dos doadores.


De acordo com Jéssica Dalsuco, médica e investigadora do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), a formação intensiva insere-se no compromisso do projecto em apoiar o desenvolvimento de capacidades locais e promover a excelência científica nos países endémicos da malária. Segundo explicou, o SINDOFO vai além da implementação de ensaios clínicos, integrando uma componente estratégica de capacitação que envolve estudantes de doutoramento e profissionais de vários países africanos. “Os cursos contribuem para o fortalecimento da capacidade científica e administrativa, promovem maior autonomia na concepção de projectos, facilitam a captação de recursos e aumentam a produtividade científica, através da elaboração de propostas com metodologias adequadas e adaptadas ao contexto local”, referiu.


Por sua vez, Tommaso Legnaioli, formador do curso de Elaboração de Propostas de Financiamento, em representação do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), explicou que a formação permitiu aos participantes obter uma compreensão mais clara da posição e dos objectivos dos financiadores, com especial enfoque na Parceria Europeia e dos Países em Desenvolvimento para Ensaios Clínicos (EDCTP), incluindo as suas prioridades e questões transversais.


“Os formandos estarão mais confiantes na leitura e interpretação das chamadas de financiamento, dos programas de trabalho e de outros documentos estratégicos, além de adquirirem ferramentas como a árvore de problemas, a árvore de objectivos e o quadro lógico para estruturar e comunicar de forma clara os seus projectos de investigação”, afirmou.


Segundo Olga Cambaco, Pesquisadora e facilitadora da sessão sobre Métodos de Investigação, este tipo de treinamento é fundamental para instituições como o CISM porque permite aprofundar a compreensão dos diferentes determinantes sociais, institucionais e culturais que influenciam os resultados em saúde. ‘’Espero que esta formação fortaleça e complemente as competências técnicas dos participantes em todo processo de investigação, desde o desenho, planeamento, colheita, análise e interpretação de dados qualitativos no seu tópico de trabalho. Que os participantes aproveitem a colaboração entre diferentes instituições nacionais e internacionais com um espaço rico de troca de experiências, saberes e práticas. Espera-se que estas sinergias, principalmente entre Sul-sul e Norte-sul, promovam aprendizagem mútua e o fortalecimento de redes de colaboração para futuras pesquisas em contextos africanos, disse Olga.


Alguns participantes do Curso
Alguns participantes do Curso

A formação foi igualmente destacada como uma oportunidade para potenciar o capital humano do CISM, já reconhecido como uma instituição de referência na captação de fundos, mas que continua a apresentar elevado potencial de crescimento, impulsionado por uma geração jovem e promissora de investigadores.


Para Diana Chepchirchir Tiren, participante do Centre for Research in Therapeutic Sciences (CREATES), no Quénia, a capacitação revelou-se fundamental para o fortalecimento das competências em redação de propostas e métodos de investigação. Segundo afirmou, a formação permitiu aprofundar conhecimentos sobre políticas de financiamento, estruturação de projectos, metodologias quantitativas e qualitativas, ensaios clínicos, métodos mistos, utilização de dados secundários, investigação laboratorial e integração da inteligência artificial na investigação. “Estas competências são essenciais para desenvolver propostas cientificamente robustas, viáveis e alinhadas com as exigências dos financiadores, aumentando a competitividade institucional”, sublinhou.


Embora reconheçam os ganhos obtidos, os participantes destacaram os desafios associados à redação de propostas e à investigação científica, entre os quais se evidenciam a forte concorrência por financiamento limitado, os prazos curtos de submissão, a complexidade dos requisitos dos doadores, as exigências éticas e regulatórias, bem como a necessidade de acesso a dados e recursos adequados. Ainda assim, a formação proporcionou um espaço privilegiado de partilha de experiências e de criação de sinergias entre instituições e profissionais de diferentes áreas.


O SINDOFO é um ensaio clínico multicêntrico que visa desenvolver uma nova combinação de fármacos antimaláricos não baseada em ACT, com um regime terapêutico reduzido — idealmente de dose única — para contribuir para a redução da morbilidade e mortalidade causadas pela malária em adultos, adolescentes e, sobretudo, em crianças africanas com menos de 5 anos de idade, grupo que continua a ser o mais vulnerável e com o maior número de óbitos.

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