top of page

PARCEIROS DEBATEM REFORÇO DA VIGILÂNCIA E DIAGNÓSTICODAS INFECÇÕES FÚNGICAS

há 3 horas
3 min de leitura
Participantes da reunião de partilha de resultados do estudo sobre vigilância de fungos.
Participantes da reunião de partilha de resultados do estudo sobre vigilância de fungos.

O reforço da vigilância, da capacidade laboratorial e dos recursos humanos para o diagnóstico das infecções fúngicas esteve no centro do debate entre investigadores, profissionais de saúde e parceiros, que defenderam uma maior integração desta componente nos sistemas nacionais de vigilância em saúde. A discussão decorreu durante uma reunião de partilha de resultados organizada pelo Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM) e seus parceiros, no âmbito do estudo sobre Vigilância de Fungos em Moçambique.


Na ocasião, os participantes destacaram a necessidade de transformar os dados já disponíveis em informação útil para orientar decisões de saúde pública. Entre os principais desafios identificados estão a disponibilidade de reagentes, a capacidade dos laboratórios, a formação de recursos humanos e a sustentabilidade das actividades de vigilância.


Foi igualmente salientado que o país dispõe de algumas plataformas laboratoriais de elevada complexidade, incluindo capacidade de sequenciamento ao nível central. Contudo, a utilização destas infra-estruturas depende da disponibilidade de reagentes específicos e de profissionais capacitados para realizar os testes e interpretar os resultados.


A expansão da vigilância para outras unidades sanitárias e províncias foi apontada como uma das prioridades. Os participantes defenderam o aproveitamento da experiência adquirida durante a fase piloto para criar uma capacidade mais abrangente e sustentável, que inclua tanto o diagnóstico de infecções fúngicas como a investigação da resistência aos antifúngicos.


Outro aspecto destacado foi a necessidade de reforçar a componente fúngica dentro das plataformas de vigilância já existentes. A Vigilância Nacional de Meningites contempla diferentes agentes etiológicos, incluindo as meningites fúngicas, mas a capacidade actualmente disponível continua mais concentrada no diagnóstico das infecções bacterianas. Neste sentido, foi defendido o reforço dos meios necessários para a detecção e identificação de fungos.

Doutores Sérgio Massora (CISM), Caroline Maluleka (NICD),  Aquino Nhantumbo (INS) e Taiobo Jamal (DNS - MISAU) integrantes da última mesa redonda sobre sustentabilidade da vigilância de doenças fúngicas e proximos passos.
Doutores Sérgio Massora (CISM), Caroline Maluleka (NICD), Aquino Nhantumbo (INS) e Taiobo Jamal (DNS - MISAU) integrantes da última mesa redonda sobre sustentabilidade da vigilância de doenças fúngicas e proximos passos.

Os participantes sublinharam ainda a importância de uma maior articulação entre os diferentes níveis do sistema de saúde. A vigilância começa na comunidade e nas unidades sanitárias, onde ocorre a suspeita clínica e a colheita de amostras, que posteriormente são encaminhadas para laboratórios com capacidade de diagnóstico. Por isso, a existência de equipamentos em laboratórios de referência deve ser acompanhada pela disponibilidade, nas unidades sanitárias, de materiais básicos necessários para a colheita, conservação e referenciação adequadad das amostras.


A utilização dos dados produzidos pelos estudos constituiu outro do ponto central do debate. Os participantes defenderam que os resultados disponíveis devem ser partilhados com o Ministério da Saúde e utilizados para apoiar a definição de prioridades, planificação e a tomada de decisões baseadas em evidências.


O financiamento foi também identificado como um dos principais obstáculos à expansão da vigilância de fungos. Embora tenha sido reconhecido o contributo dos parceiros internacionais, foi defendida uma maior apropriação nacional e integração progressiva destas actividades nas estruturas competentes do sistema de saúde.


Durante o debate, foi proposta a criação ou o fortalecimento de um grupo de trabalho dedicado às doenças fúngicas, envolvendo o Ministério da Saúde, investigadores, clínicos, laboratórios e parceiros. A plataforma permitiria analisar regularmente os resultados, discutir lacunas e apresentar propostas às autoridades competentes.


Os participantes defenderam ainda uma maior visibilidade das doenças fúngicas na agenda de saúde pública, através da produção e divulgação de evidências sobre a carga da doença, a resistência antifúngica e as necessidades de diagnóstico no país.


O estudo de Vigilância de Fungos em Moçambique é implementado em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde – INS com financiamento do National Institute for Communicable Diseases (NICD), e decorre no distrito da Manhiça e no Hospital Central de Maputo.

Endereços e contactos

SEDE, MANHIÇA, BAIRRO CAMBEVE​

Rua 12, CP 1929

Telf: (+258)  82 316 85 30 /  84 398 68 23

fundacao.manhica@manhica.net

ESCRITÓRIO DA CIDADE DE MAPUTO​

Avenida Fernão Melo e Castro, Nº 247, 1º andar, Sommerschield 1 

ESCRITÓRIO DE QUELIMANE​

Av. da Libertação Nacional nr 1035, Unidade de Sinacura

Email: dinoca.gesse@manhica.net

ESCRITÓRIO DE MOPEIA​

Rua Principal, Mopeia Sede

(Enfrente a praça dos trabalhadores)

Email: humberto.munguambe@manhica.net 

Uma iniciativa de

bottom of page