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ENCERRAM OFICIALMENTE AS ACTIVIDADES DO PROJECTO MAINZ EM INHARRIME


Assistente do projecto MAINZ, Lurdes Mabote, durante o discurso de encerramento das actividades do projecto.
Assistente do projecto MAINZ, Lurdes Mabote, durante o discurso de encerramento das actividades do projecto.

Foram oficialmente encerradas, no distrito de Inharrime, província de Inhambane, as actividades de campo do projecto Epidemiologia da Infecção por Malária em Moçambique (acrónimo: MAINZ), uma iniciativa implementada pelo Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), com financiamento da BioNTech.


O projecto MAINZ tem como principal objectivo descrever a taxa de incidência de Plasmodium falciparum – um parasita que causa a forma mais grave de malária – em crianças e adultos entre os 5 e os 60 anos. O mesmo foi implementado no Hospital Distrital de Inharrime, no Centro de Saúde de Inhamachafo e no Centro de Saúde de Chongola, unidades selecionadas por critérios de conveniência, nomeadamente elevado número de casos de malária registados no distrito, bem como por razões logísticas, como a proximidade à sede distrital.


Para além da estimativa da incidência da infecção, o projecto tem igualmente como objectivo avaliar a concordância entre os testes de diagnóstico rápido (TDR) e microscopia óptica (MO) de gota espessa de sangue. Adicionalmente, procura-se avaliar a sensibilidade e especificidade do TDR e da MO, utilizando a reacção em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR) como padrão-ouro para a identificação da infecção por P. falciparum, na linha de base e aos dois e seis meses após o recrutamento dos participantes. Os dados recolhidos encontram-se actualmente em fase de análise.


De acordo com o investigador principal do projecto e coordenador da área da Malária no CISM, Pedro Aide, cerca de 350 participantes foram recrutados e acompanhados durante 6 meses, recebendo visitas semanais ao domicílio. “Com este estudo, queremos estimar com que frequência as pessoas adquirem a malária, uma informação essencial tanto para a planificação de futuros estudos como também para apoiar as autoridades locais na definição e implementação de estratégias eficazes de prevenção da doença”, referiu.


Por sua vez, Emídio Nhatave, técnico do Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social de Inharrime, destacou o impacto comunitário da iniciativa: “fora os resultados finais, que esperamos receber assim que as análises forem concluídas, consideramos que este projecto contribuiu bastante para a sensibilização das comunidades quanto à adesão aos métodos de prevenção da malária. A iniciativa ajudou a consciencializar a população de que é parte activa da solução para acabar com a doença, pelo que já representa um resultado positivo.”


Apesar dos esforços globais para acabar com a malária, esta doença continua apresentando um quadro global preocupante. Somente em 2024, de acordo com o Relatório Mundial da Malária 2024, da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registados cerca de 282 milhões de casos da doença e aproximadamente 610 000 mortes, representando um aumento de cerca de 9 milhões de casos em relação a 2023. Para Moçambique, estes dados globais adquirem um peso particular, uma vez que o país continua entre os que apresentam maior carga da doença a nível global, com impactos significativos na saúde pública e no desenvolvimento socioeconómico.

Foto de ocasião da equipa e parceiros do projecto, tirada no dia da cerimónia de encerramento
Foto de ocasião da equipa e parceiros do projecto, tirada no dia da cerimónia de encerramento

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