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MOPEIA ACOLHE INICIATIVA QUE VISA MELHORAR A DETECÇÃO DE CASOS DE TUBERCULOSE

Hospital Distrital de Mopeia, um dos locais de implementação do estudo.
Hospital Distrital de Mopeia, um dos locais de implementação do estudo.

O distrito de Mopeia, província da Zambézia acolherá, nos próximos meses, a implementação de um novo projecto liderado pelo Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), que visa avaliar o rendimento diagnóstico da testagem de zaragatoas linguais para a detecção da Tuberculose (TB) entre contactos de pacientes de TB pulmonar confirmada bacteriologicamente.


Denominado MOVE-TB, a iniciativa é financiada pela Fundació La Marató de 3Cat e pela Johnson & Johnson Charity, e propõe avaliar o desempenho diagnóstico de uma abordagem simples, não invasiva e potencialmente escalável: a testagem de zaragatoas linguais para detecção da tuberculose. As amostras serão analisadas através da plataforma molecular PlusLife MiniDock MTB, junto de contactos domiciliários e comunitários de casos confirmados de TB pulmonar.


O projecto pretende determinar se esta estratégia pode contribuir para melhorar a detecção precoce da doença e apoiar a integração de novas ferramentas de rastreio no Programa Nacional de Controlo da Tuberculose. Adicionalmente, o estudo irá avaliar o impacto de rastreios repetidos aos 6 e 12 meses após a avaliação inicial, bem como a viabilidade operacional e a aceitabilidade da estratégia em contexto comunitário.


Segundo Alberto García-Basteiro, investigador do estudo do CISM e do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), “o MOVE-TB é um estudo longitudinal de diagnóstico, com duração de dois anos, que será realizado entre contactos domiciliários e próximos de casos índice de TB pulmonar confirmada bacteriologicamente. Prevê-se o recrutamento de cerca de 2.499 participantes, incluindo crianças e adultos”.


Para Sozinho Acácio, também investigador principal do estudo no CISM, o MOVE-TB representa uma abordagem inovadora e altamente relevante para contextos de elevada carga de TB, como o distrito de Mopeia. “Pretendemos demonstrar que uma estratégia de testagem descentralizada, baseada em testes de baixo custo, pode ser viável e eficaz na redução do impacto da doença em contextos que necessitam urgentemente de novas soluções”, destaca.


Com esta iniciativa, a equipa espera melhorar a detecção precoce de casos de TB entre contactos de alto risco, incluindo crianças e pessoas vivendo com HIV, grupos que frequentemente enfrentam dificuldades na produção de escarro para diagnóstico convencional. O estudo procura ainda aumentar a aceitabilidade do rastreio através de um método simples e não invasivo, apoiar estratégias descentralizadas de diagnóstico comunitário e contribuir para a redução da transmissão da doença por meio de diagnóstico e tratamento mais precoces.


Apesar dos avanços registados nos esforços de controlo da tuberculose em Moçambique e no mundo, a doença continua a representar um importante problema de saúde pública. Uma proporção significativa de casos permanece por diagnosticar,  sobretudo entre contactos de pessoas com TB confirmada. Os métodos tradicionais de rastreio, baseados em sintomas e na análise de expectoração, podem falhar na detecção de casos precoces ou assintomáticos, particularmente em crianças e em indivíduos que não conseguem produzir escarro.


Ao avaliar uma metodologia não invasiva, comunitária e potencialmente escalável, a evidência gerada pelo MOVE-TB poderá contribuir para o reforço das estratégias de rastreio de contactos e para a melhoria do controlo da tuberculose em Moçambique.

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